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O que mais dói na velhice, o corpo ou a alma? - EP 87 - Cuidado Idoso
Há 1 mês

No episódio 87 do Cuidado Idoso, a psicanalista Aline Concianci conversa com Juliana Fernandes sobre as dores físicas e emocionais que podem surgir durante o envelhecimento e mostra por que cuidar da pessoa idosa significa olhar para o corpo, para a mente, para os sentimentos e também para toda a sua história.

Envelhecer traz transformações naturais, mas também pode envolver perdas, saudade, mudanças na rotina, aposentadoria, solidão, medo, redução da autonomia e a sensação de já não ocupar o mesmo lugar dentro da família ou da sociedade. E quando aquilo que dói emocionalmente começa a aparecer também no corpo?

Durante a conversa, Aline explica a importância de investigar qualquer dor física e, ao mesmo tempo, estar atento ao que pode existir emocionalmente por trás daquela queixa. Muitas pessoas idosas cresceram acreditando que falar sobre problemas significa incomodar os outros e, por isso, podem guardar sentimentos, preocupações e sofrimentos durante muito tempo.

O episódio também aborda a identidade na terceira idade e as mudanças que acontecem quando a pessoa deixa de exercer papéis que fizeram parte de praticamente toda a sua vida. Quem somos depois da aposentadoria? Como construir uma nova rotina? Como lidar com o sentimento de perda da juventude e descobrir novos sentidos para continuar vivendo?

Outro ponto importante da conversa é o luto na velhice. A perda de um companheiro, de familiares ou de amizades construídas durante décadas pode exigir que a pessoa aprenda a reconstruir sua vida sem aquela presença tão significativa. Não existe um prazo único para superar uma perda, e permitir-se viver o luto faz parte desse processo.

A psicanalista também fala sobre um sentimento que pode existir mesmo dentro de uma casa cheia: a solidão emocional. Estar cercado por familiares não significa necessariamente sentir-se ouvido. Quando a pessoa começa a acreditar que seus sentimentos não importam, pode se fechar cada vez mais e deixar de dividir suas dores.

Por isso, cuidar emocionalmente de uma pessoa idosa vai muito além de perguntar se ela tomou o remédio ou se está sentindo alguma dor. Também é importante perguntar: “Como você está se sentindo?”, ouvir sua história, respeitar suas escolhas e preservar sua autonomia.

Aline alerta ainda para os efeitos da superproteção na terceira idade. Proteger é importante, mas fazer tudo pela pessoa pode transmitir a ideia de incapacidade e retirar dela decisões que ainda pode e deseja tomar.

E envelhecer também não significa deixar de desejar. Amor, afeto, relacionamentos, sexualidade, viagens, estudos, trabalho, novos projetos e novos sonhos continuam fazendo parte da vida. Como destaca Aline durante a conversa, o desejo não tem idade.

Você também vai entender quais sinais podem indicar que o sofrimento emocional precisa de acompanhamento profissional, como isolamento, tristeza persistente, perda de interesse, dificuldade intensa diante das perdas ou a sensação de que a vida perdeu o sentido.

Na psicanálise, a pessoa idosa pode encontrar um espaço de escuta em que consegue falar sobre seus medos, perdas, relacionamentos, desejos e sentimentos sem julgamentos. Ser verdadeiramente ouvido pode transformar a maneira como alguém compreende sua própria história e encontra novos caminhos para seguir.

Corpo e emoções caminham juntos. A dor física precisa ser investigada e tratada, mas a dor emocional também precisa ser escutada. Cuidar verdadeiramente é olhar não apenas para uma doença, mas para a pessoa que está vivendo aquela experiência.

▶️ Assista até o final e compartilhe este conteúdo com familiares, cuidadores e pessoas que convivem com idosos.

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Cuidado Idoso – Episódio 87
🎙️ Apresentação: Juliana Fernandes
👤 Convidada: Aline Concianci – Psicanalista
💬 Tema: O que mais dói na velhice, o corpo ou a alma?

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No Instagram: 👉 @tutiioficial @julianafdes @alineconcianci_

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